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Anotações No 27 — Existe vida após Técnicas Sanguíneas?
Sobre o progresso da temporada 4 e projetos futuros.
Olá olá
Eu gosto de acreditar que quem está lendo a newsletter de hoje também acompanha Técnicas Sanguíneas, e ainda não me perdoou pelos últimos dois capítulos, nem por não ter capítulo hoje.
No momento em que escrevo esta newsletter, estou de férias. Peguei 5 dias de férias, e ainda tenho direito a mais 10, que pretendo usar na época da Bienal do Livro de São Paulo, pra poder ir no evento todos os dias (ou até eu colapsar por excesso de socialização). Eu fico um pouco triste por não poder tirar 6 férias de 5 dias ao longo do ano, se desse pra dividir os dias de férias assim eu nem ficaria tentando emendar as férias nos feriados. Mas enfim, vocês não estão aqui pra ouvir minha defesa da redução da jornada de trabalho semanal, acho que vocês estão aqui pelas…
Atualizações de escrita
Semana passada eu deixei no meu blog um textinho falando sobre o processo de escrever Técnicas Sanguíneas, e em que ponto está a escrita da quarta temporada, mas em resumo: até agora estou com 11 capítulos escritos, mas não sei quantos vão até acabar, vou descobrindo durante o processo. Quando terminar de escrever, vou editar pra cortar os excessos — especificamente tem um evento que só acontece no capítulo 10 que eu gostaria que acontecesse no capítulo 7, então veremos como estão minhas habilidades de poda.
Acho que também preciso aproveitar minhas férias para montar o e-book da terceira temporada que ficará disponível para os assinantes assim que sair o último capítulo (sim, eu lembrei disso enquanto escrevia). Só faltam dois, então isso já é em duas semanas 😱 Se você ainda não assina minha newsletter, aproveite e corrija isso agora pra poder receber o e-book:
Existe vida após Técnicas Sanguíneas?
Gosto de acreditar que quando acabar a temporada vocês vão ficar pensativos olhando pra parede, se perguntando o que fazer das suas vidas. Não temam!
Meu novo conto “Um bom dia para não ser rei/rainha” já voltou da revisão, e minha primeira tarefa dessas férias foi criar a capa, e como vocês têm me acompanhado até aqui, acho que merecem ver ela primeiro:

Como eu já tenho a capa e o manuscrito revisado, acho que já dá pra colocar uma data de lançamento (sim, eu também tomei essa decisão enquanto escrevia). Vou fazer o lançamento no sábado dia 23/05, e durante o fim de semana de lançamento o livro 1 vai ficar gratuito. Depois disso, vou deixar os dois por 1,99 a semana inteira.
Agora vem a parte difícil, que é criar as postagens anunciando o lançamento e todas essas outras chatices de fazer meu próprio marketing, mas é a vida.
Depois disso… depois disso eu tenho que editar a quarta temporada, já que pretendo lançar ela ainda esse ano. E enquanto os leitores estiverem curtindo a temporada final de Técnicas Sanguíneas, eu vou ter um novo projeto principal: acho que finalmente é hora de dar um pouco mais de atenção para “Sobre Clérigos e Necromantes”, minha historinha de aventureiros andando e conversando. Sim, essa explicação parece péssima, mas se eu falar que é sobre um necromante e um paladino se aventurando juntos as pessoas vão esperar lutinhas e essas coisas de livro baseado em RPG, e não é isso que eu tenho em mente para esse projeto.
Outra coisa que eu percebi sobre o meu processo… não de escrita, mas de escritora… é que essa coisa de “série de novelas” funciona bem pra mim. Técnicas Sanguíneas saiu assim, a história do Lionel e Samanta está saindo assim — planejo fazer mais uma ou duas novelas deles, porque eu também quero que esse casal se resolva e se beije logo kkkk — e Sobre Clérigos e Necromantes provavelmente vai sair assim. Isso me permite alternar entre projetos (necessário para a minha sanidade) e não demorar demais para lançar a próxima coisinha (necessário para a carreira indie, pois quem não é visto não é lembrado), e no final eu tenho a opção de fazer uma edição omnibus de todas as novelas juntas, se pá como livro físico.
O que me lembra… eu mandei Técnicas Sanguíneas para uma editora. Só vou saber se foi aceito ou não lá pelo segundo semestre, mas me desejem sorte. Quer eu consiga a editora ou não, já decidi que em 2027 vou lançar um livro físico. A diferença é que, sem editora, eu provavelmente vou começar com uma antologia dos meus contos, pra finalmente minhas tias poderem comprar e me pedir autógrafos kkkk. Daí com o aprendizado desse primeiro teste eu posso começar a pensar em calendário de lançamentos físicos… mas francamente eu preferia fazer isso com editora, preferencialmente agenciamento também.
A vida, o universo e tudo mais
Desde a última newsletter, passei pelo falecimento da minha avó e uns belos dias de chorar e gritar na terapia, mas estava começando a me sentir mais calma e em paz, naquele momento que o cérebro já entendeu que pode relaxar, mas o corpo ainda não acompanhou… e daí surgiram novas razões para o cérebro estressar. Vou perder um bônus sobre o salário, e pra juntar o insulto à injúria, meu kindle vai ser deprecado. Estou com raiva? Estou. Mas vou fazer minhas planilhas de finanças e tirar dinheiro das minhas reservas e dar um jeito de conter os efeitos piores, e segue o baile.
Notas de rodapé
Sobre o que ando lendo, assistindo e jogando, estou com naquele estado de leituras simultâneas se acumulando — acontece muito quando minha cabeça não está em ordem — mas queria destacar o livro “The sunset years of Agnes Sharp”, um livro alemão sobre um grupo de velhinhos que começou a morar junto porque eles não queriam ficar com a família e nem em casas de repouso. No começo do livro a polícia bate na porta deles pra avisar que teve um crime violento na casa ao lado, cuidado, tem um ladrão/assassino solto por aí… e os velhinhos usam isso como oportunidade para jogar a culpa do corpo que ELES tinham escondido no barracão de ferramentas sobre o tal assassino. Foi um livro divertido, e que toca na questão do envelhecimento e da autonomia — ou perda dela — que me interessa demais, porque eu vi minha avó passando por esse processo de senescência, e logo logo eu posso esperar que coisas assim comecem a acontecer com os meus pais também.
Sigo numa longa releitura de “O Conde de Monte Cristo”, junto com dois amigos em um mini clube do livro. É divertido ler tendo com quem comentar, fazer piadinhas, etc., mas o livro é enorme, então provavelmente ainda vão mais uns três meses pra acabar.
De nacionais, estou lendo “O general da tempestade”, do Guilherme Pimenta, um livro sobre o qual eu não sei absolutamente nada, já que peguei só porque curti outros livros do autor kkk. O mesmo estilo reflexivo que eu adorei em “Sempre a Oeste!” e “Fim de tarde, início da noite” está lá, mas também tem uma espécie de mistério e suspense que, pra mim, beira um terrorzinho, e elementos de fantasia. A leitura vai devagar, porque os livros dele são assim mais para serem apreciados com parcimônia, mas estou investida.
Influenciada pela leitura do “The sunset years of Agnes Sharp”, peguei para assistir o Clube do Crime das Quintas Feiras, e achei bem gostosinho, mas no filme pelo menos não dá pra ver a parte dos velhinhos… sendo velhinhos. Quadril ruim, memória ruim, aparelho auditivo que às vezes falha, etc. Agora preciso ler o livro pra comparar.
Também estou assistindo a segunda temporada do live action de One Piece na velocidade da lesma, em parte porque não sou uma boa assistidora, em parte porque são tantas coisinhas para fazer que às vezes dá minha hora de dormir e eu não pude parar pra ver um seriadinho, e em parte porque eu sei que vai ser uma longa espera pela próxima temporada, então melhor curtir com moderação.
Então é isso. Agora vocês sabem o que estou planejando no mundo da escrita e o que tem me divertido, e semana que vem tem mais um capítulo de Técnicas Sanguíneas.
Até a próxima!
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