Anotações No 26 — Triste, triste, triste

Progredindo, mas não tanto quanto gostaria.

Eu estou triste por ter passado um mês inteiro sem publicar no blog, quase duas semanas sem fazer meu planejamento semanal, seis meses dizendo que ia resolver um negócio e ainda não tendo resolvido, e todas as outras mil maneiras pelas quais eu estou aquém da pessoa que eu quero ser.

Mas eu estou escrevendo, o que eu considero uma melhora.

Vira e mexe brasileiros tentam emular o NaNoWriMo, seja para ter um mês mais conveniente para nós, seja porque a organização oficial do evento gringo foi pro vinagre. Eu já fiz minha parte da brincadeira criando o "MÊs NAcional de Gerar Escritos" em janeiro, a T. S. Gomes agitou um Escrevereiro ano passado, e a Lis Vilas Boas agitou um Escrevereiro esse ano. Ano passado eu não precisava de maratonas e eventos pra puxar meu ânimo, mas esse ano eu precisava.

Então escolhi meu projetinho — "Um bom dia para não ser rei/rainha", sequência de "Eu que não amo você" —, organizei minhas ideias em post-its, coloquei uma meta realista e saí escrevendo. Até agora estou conseguindo bater as 400 palavras por dia, só dois que fugiram do meu controle, mas o projeto está fluindo, com o capítulo que precisava de uma reescrita mais intensa tomando forma.

A verdade é que eu queria a escala 4x3 ou jornada de trabalho reduzida pra poder escrever e fazer meu marketing de escritora. Faz meses que não divulgo meus livros, e até escrever tem sido um sacrifício. Onde estão os caras que ofereceram me sustentar pra eu poder ser escritora em tempo integral agora que eu preciso deles?

Fora isso, em janeiro participei de outra edição do DesencaLendo, consegui ler 26 contos e quadrinhos. Depois dessa maratona intensa de leitura bate uma mini ressaca, mas já estou começando a me recuperar dela e as leituras de fevereiro estão engatando.

Eu queria escrever mais, queria fazer textos diferentes para o blog e para a newsletter, queria mil coisas... mas eu acho que não vou nem colocar links para as coisas que eu referenciei ao longo do texto. Essa tristeza/cansaço não me deixam com energia para o extra, o estético. Eu consigo enganar meu cérebro pra rodar as tarefas essenciais, mas é com esforço e sofrimento. Escrever é uma tarefa essencial, porque se eu não escrever, eu explodo. Simples assim. Garantir que eu vou ser lida? Aí já é trabalho para uma Ana Carolina rodando em outro sistema operacional.

Semana que vem começa o próximo bloco de sete capítulos de Técnicas Sanguíneas. Quando acabar esse bloco, só vão faltar 2 capítulos para acabar. Espero que até terminar de postar eu já tenha começado a escrever a temporada 4 — a temporada final.

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