Anotações No 28 — Livro novo na área!

"Um bom dia para não ser rei/rainha" está em promoção até sexta-feira.

Amigos, galera, leitores, eu lancei um livro novo!

Da última vez eu avisei vocês que isso aconteceria, e fico muito feliz que consegui cumprir kkk

Até sexta-feira, tanto o lançamento "Um bom dia para não ser rei/rainha" quanto o livro anterior da série, "Eu que não amo você", vão ficar em promoção.

Hoje em dia você não compra uma coxinha por 5 reais, mas até sexta-feira você pode levar DOIS livros, hein. Aproveita.

Mas caso você tenha chegado recentemente e ainda não saiba do que se trata, deixa eu falar um pouco sobre os livros.

Um casalzinho de gente RUIM

Capa do conto Eu que não amo você. A capa mostra uma mesa posta com toalha de renda, pŕoxima a uma roseira. Sobre a mesa há uma rosa vermelha e um frasco contendo um líquido vermelho
Capa de "Um bom dia para não ser rei/rainha", composta por uma montagem digital mostrando uma mesa posta para o chá, com uma cesta de flores rosa claro e laranja à direita e um bule de chá e uma bandeja redonda de madeira à esquerda. Sobre a bandeja há uma xícara de chá, duas flores laranja, um anel preto e um par de brincos dourados em formato de bastão. O fundo da imagem é uma cerca viva verde escurecida para dar legibilidade ao título "Um bom dia para não ser rei/rainha - Lionel e Samanta: livro 2" por Ana Carolina Dantas.

"Eu que não amo você" começa com o mago Lionel acordando e descobrindo que está sem os últimos oito anos de memórias. Esses oito anos fazem muita falta, porque sem eles, ele não sabe como acabou casado com a princesa Samanta. Paralelamente, Samanta está preocupada, porque deu uma poção do amor para Lionel, mas em vez de apaixonado ele acordou com amnésia.

A partir daí, vamos navegando o relacionamento dos dois, juntando peças sobre o passado deles, e descobrindo que nenhum deles é uma "vítima inocente" nessa situação.

No fim do conto eles são deixados em uma situação estranha, onde percebem que a maior parte do sofrimento, auto ódio e ódio mútuo podia ter sido evitado, mas saber disso não é o suficiente para resolver. E é aí que entra meu novo lançamento "Um bom dia para não ser rei/rainha".

Nessa sequência, Lionel e Samanta usam um disfarce mágico para tirar um dia de folga da coroa. Enquanto Samanta vai descobrir o que as damas da corte falam dela pelas suas costas, Lionel vai finalmente conhecer a família que o abandonou para ser criado pela Torre dos Magos.

Agora que você sabe do que se trata, que tal ir lá e aproveitar a promoção?

Tá, mas e os vampiros?

Até o fim desse mês os assinantes da newsletter conseguem pegar os e-books da primeira, segunda e terceira temporadas. Se você não assina a newsletter, você tem até 31/05 para assinar e pegar os livros.

Desde a última newsletter, cheguei na parte da quarta temporada que mais queria escrever, dei uma derrapadinha percebendo uma coisa meio grande que vou ter que alterar, e então fiquei soterrada pelos eventos da vida. Preciso fazer umas coisas para o doutorado, e isso me atrapalha de escrever tanto quanto eu gostaria, mas ainda não há motivo para alarme. Continuo acreditando que eu termino esse primeiro rascunho até o fim de junho.


A vida, o universo e tudo mais

Então, tem o doutorado, né. Eu escolhi fazer o doutorado num modelo chamado "paper based", onde em vez de uma tese gigante eu escrevo 4 artigos sobre o assunto. Eu DETESTO escrita acadêmica, mas os artigos do tipo "esse é o meu problema, esse é o método que eu vou usar para analisar, esse é o resultado da análise" são até que ok. O que está me matando é o primeiro artigo, uma revisão bibliográfica. É MUITO CHATO ficar lendo dúzias de artigos pra tentar determinar como está o estado do campo de estudo, e depois ter que ficar citando fontes pra cada afirmação que eu ousar fazer. Por favor, eu imploro, me deixem só calcular coisas...

Para ver se a escrita dessa droga flui melhor, estou aplicando uma Técnica Secreta Proibida: fingir que é uma "fanfic". Estou escrevendo essa historinha sobre um cientista muito irritado fazendo uma apresentação de slides sobre métodos de mitigação de hidrogênio em reatores nucleares, e eu posso interromper as explicações científicas com momentos do meu personagem xingando o chefe dele, e isso faz muito bem para a minha alma. No final, vou conseguir apagar as partes de personagem e ter pelo menos um rascunho decente de um artigo? Não sei. Espero que sim.

Também estou fazendo esgrima. Veja bem, eu estava tão desmotivada para ir na academia que tinha aceitado só levar o Kindle para a esteira e ficar lendo, mas até isso eu estava falhando em fazer... então eu arranjei uma academia de esgrima em Pinheiros, e COMO É DIFERENTE FAZER UM EXERCÍCIO QUE VOCÊ NÃO ODEIA. Musculação era um negócio que eu queria ser ejetada do meu corpo e só voltar quando acabasse, mas durante o esgrima eu gosto de habitar o meu corpo. Eu quero fazer o próximo exercício, e não ficar esticando as pausas. (Eu ainda tenho que fazer muitas pausas porque o meu condicionamento físico é o mesmo de uma batata, mas a questão é que eu fico animada para o próximo exercício.) Se tudo der certo, mês que vem compro o equipamento, pra poder fazer os exercícios de dupla mais intensos sem correr o risco do amiguinho furar meu olho.


Notas de rodapé

Agora em maio eu fui atingida por uma ressaca literária sem precedentes. A quantidade de coisas que eu comecei pensando "o outro não está fluindo, deixa eu pegar esse" não está escrita. Uma coisa que normalmente me ajuda com ressacas literárias é ler quadrinhos, então na medida que a vida atarefada está permitindo, comecei a ler um manwha on-line e a edição 3 em 1 de One Piece.

Eu provavelmente não vou terminar em maio nenhum dos nacionais que estou lendo, e não vou poder fazer um post bonitinho de #MaioNacional, o que faz eu me sentir culpada, mas eu tento lembrar que eu estou SEMPRE lendo e falando sobre literatura nacional. Esse ano os humores e o calendário não conseguiram se acertar, mas sigo apoiando como eu posso.

Aliás, falando em apoiar...


Comprem "Sangue da Terra"

"Sangue da Terra" é o novo livro do meu amigo pessoal M. P. Neves, e esse cara escreve BEM PRA CARAMBA. Ele cria tramas intrincadas, personagens charmosos, sistemas de magia interessantes, cenários ricos, tudo que um leitor de fantasia quer. "Sangue da Terra" é tudo isso, só que também é mais.

Aqui, na santidade da minha newsletter, que menos de 150 pessoas assinam, e que todo mês só é aberta por umas 10-20 pessoas, eu posso falar sem usar muitas firulas: pra mim, esse é um livro que resolve o problema de ser branco num país colonizado.

Porque assim, eu sou branca. Eu existo porque um bando de portugueses veio aqui e dizimou a população indígena local, e porque, quando explorar os negros africanos deixou de ser lucrativo, eles trouxeram os italianos. E eu SEI que isso é horrível.

Pensamentos tipo "se eu vivesse naquela época eu não apoiaria essa violência" são só acalantos para o ego, porque se você tivesse nascido naquela época você teria tido uma educação e experiência de vida diferentes e seria outra pessoa, e se você fosse isekaizado para lá, apenas com seu conhecimento do século XXI e um rifle... talvez você conseguisse dar um tiro em alguém relevante, mas provavelmente você morreria por ter comido algum alimento contaminado que o seu corpinho protegido pela Anvisa não estava preparado para aguentar. Pensar no que você faria se vivesse naquela época pode ser um bom exercício mental, mas é tão útil quanto responder à pergunta "você me amaria se eu fosse uma minhoca?", porque não existe viagem no tempo.

A única saída é pra frente, mas às vezes eu vejo isso sendo falado como se fosse pra meter um Hatuna Matata e "você tem que colocar o seu traseiro no passado" e fingir que tudo isso nunca aconteceu, ou — pior — que isso não afeta mais o presente, SÓ QUE NÃO É ASSIM QUE AS COISAS FUNCIONAM!

"Sangue da Terra" foi importante pra mim porque conseguiu articular as coisas de um jeito que eu nunca teria conseguido sozinha. Eu existo como fruto dessa violência, mas eu não estou sozinha nisso. Todo brasileiro é filho desse estupro. Isso não significa que somos todos iguais. A violência da colonização gerou uma estrutura de opressão que perdura por séculos depois do ato em si, e nessa estrutura eu, por exemplo, estou numa posição privilegiada. Mas todas as pessoas que sangraram e morreram em Saraavi tem mais em comum entre si do que com os reis e companhias de comércio arderianas que lucram arrancando o sangue da terra.

Então, a luta anti-racista não é uma luta "deles, as pessoas negras", é uma luta NOSSA. A luta pela demarcação de terras indígenas não é uma luta "deles, os indígenas", é uma luta NOSSA. Céus, tem gente de classe média, gente que depende de holerites pra viver de mês a mês, que acha que a luta contra a escala 6x1 é uma luta "deles" seja lá quem eles acham que são "eles", sendo que é uma luta NOSSA. Nós nascemos do mesmo sangue derramado, e temos os mesmos inimigos. Não, não somos iguais... mas poderíamos ser unidos.

E eu poderia continuar falando sobre isso por horas e ESSE é o poder de "Sangue da Terra": que ele traz essas reflexões a cada página, dentro de um envelope de história imersiva e personagens que você quer guardar num potinho.

Então vou deixar aqui o link da pré-venda e as artes dos adesivos que vem de brinde, e encerrar essa newsletter por aqui.

Desenho chibi do personagem Rask. Ele é um homem de pele marrom com tatuagens no rosto e cabelo preto liso comprido passando da cintura. Ele também usa uma capa com gola de plumas, veste algumas peças de armadura tática e carrega uma faca.
Desenho chibi do personagem Vic. Ele é um homem de pele marrom com os lados da cabeça raspados e marcados com escarificações. O restante do cabelo está preso em tranças que formam um rabo de cavalo. Ele está sentado com um livro no colo e usa uma capa azul com dragonas douradas.
Desenho chibi da personagem Netara. Ela é uma mulher de pele marrom com cabelo crespo cheio, usando pinturas brancas no rosto. Ela usa um vestido em tom de tecidos crus e carrega um bastão.

Até a próxima.

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