Anotações no 29 — Encha Seu Kindle!

Todos os meus livros em promoção, e um pequeno rant sobre cansaço crônico.

Olá olá.

Vocês estão recebendo minha newsletter totalmente fora de época. Não sei se vocês notaram que pulei as newsletters de junho e julho, mas eu tinha recadinhos para passar que não podiam esperar até o fim de agosto.

Como ando em estado de conservação de energia, vou ir direto ao ponto e manter a newsletter de hoje bem curtinha. Vamos ao que interessa:

Técnicas Sanguíneas

Vocês, como meus assinantes queridos, merecem receber a notícia antes de todo mundo: Técnicas Sanguíneas vai ser publicado por uma editora. Ainda não posso dar detalhes, mas se tudo der certo vai sair ano que vem.

Infelizmente, a próxima notícia não é muito boa: passei o último mês quase sem conseguir encostar na temporada 4, e entre terminar de fato (falta TÃO POUCO) e deixar um tempo de molho pra então reescrever consertando problemas, eu definitivamente não vou conseguir seguir meu cronograma auto-sugerido de lançar em outubro. Falhando em lançar em outubro, eu acho que não faz sentido começar em novembro ou dezembro pra entrar em hiato logo nos primeiros capítulos, então vou mirar logo em fevereiro, e lançar a 4ª temporada vai ser o meu presente de aniversário pra mim. (Isso, e provavelmente comprar mais uma leva do omnibus de One Piece, aquela edição grandona com três volumes em 1)

Outros projetos do mundo da escrita

Técnicas Sanguíneas não é meu único projeto prejudicado por andar por aí no modo de conservação de energia. O Verifique Antes de Ler, ou a VAL, para os íntimos, também está sofrendo com a minha falta de atenção. Ando esquecendo de avisar os membros do grupo das tarefas da semana, e deixando para programar os posts no último segundo. Tenho uns três textos começados que não vão a lugar nenhum porque eu paro no meio pensando que o que eu tenho a dizer não é interessante, que ninguém se importa, e que vai dar muito trabalho transformas as minhas ideias desorganizadas em uma coisa polida e coerente.

Minha orientadora sugeriu correções no primeiro rascunho do meu artigo e eu não toquei nelas por um mês, e também não comecei a fazer o segundo artigo — eu achei que eu ia começar, mas tive uma demanda no trabalho que mudou a ordem de prioridade das coisas — e me sinto culpada por isso.

Mas tem notícias boas! Estou comissionando uma ilustração pra "Eu que não amo você"! Quem me encontrar na Bienal do Livro em São Paulo vai ganhar ela como brinde!

Eventos

Falar sobre a Bienal nos traz para a parte dos eventos.

Amanhã, 13/08, é o Encha Seu Kindle, evento de promoção de e-books promovido pela Íris do Divulga Nacional. Todos os meus livros vão estar em promoção, e talvez eu tenha me forçado a mandar essa newsletter hoje à noite só para vocês ficarem sabendo disso.

Também vou participar de um evento gringo de e-books em promoção: o Naratess Indie Sale vai acontecer no sábado 29, e a versão em inglês de "Mãe, irmã, garota mágica" vai estar em promoção. Preciso divulgar o evento pelo menos um pouquinho no Bluesky, e, se antes de enviar essa newsletter eu não achar um link do evento para já deixar para vocês, talvez eu mande no dia.

Além de tudo isso, estou montando artes de mardores de página e fliers sobre meus livros para distribuir na Bienal, então os preparativos para todos esses eventos estão levemente me enlouquecendo. Eu ainda não tenho um calendário certinho dos dias que estarei na Bienal, então se você não me acompanha em nenhuma rede social e quiser muito saber, me responda aqui no e-mail e quando eu tiver os dias certinhos eu te mando.

A vida, o universo e tudo o mais

Como estou cansadinha chatinha enjoadinha, não quero falar muito sobre a minha vida pessoal. Não tem nada "acontecendo", é só que a conjunção de trabalho + ser professora substituta em um curso da igreja + preparativos para os eventos literários criou um combo de cobrança e cansaço do qual a única maneira de escapar é fazer a coisa mais contra-intuitiva possível: largar tudo e descansar (tentando não pirar com a cobrança pelas coisas que não foram feitas enquanto eu descansava). Minha terapeuta já falou sobre cansaço crônico, e eu fiquei brava com ela, por que qual é o sentido de apontar que meu cansaço é crônico se ela não pode me dar um atestado médico para descansar?

Talvez no futuro surja a chance de me medicar, já que eu finalmente aceitei a hipótese de trabalhar com diagnóstico de alguma coisa. Aqui, na santidade da minha newsletter, assinada por menos de 200 pessoas e lida por menos de 20, eu posso dizer o seguinte: eu não queria um diagnóstico, porque eu com um diagnóstico seria UM NOJO. Eu só faltaria socar outras pessoas com o mesmo diagnóstico toda vez que elas dissessem "ai, sabe o que é, é que [insira o diagnóstico aqui] torna as coisas difíceis pra mim". Você mora dentro do seu cérebro há TRINTA ANOS, se você ainda não aprendeu a lidar com o jeito que o seu cérebro funciona, eu não acho que o seu problema seja o [insira diagnóstico aqui]. Sua mãe não gritava com você por causa do seu diagnóstico, ela gritava com você porque ela era uma péssima mãe, e não existe CID para mommy issues, e assim por diante, etc. etc.

"Mas, Ana," você pode querer rebater, "as pessoas vem de circunstâncias diferentes, elas tiveram ferramentas diferentes para aprender a lidar e..." e aí você está repetindo EXATAMENTE o que eu disse. Que problema não é o diagnóstico dela, é como ela aprendeu (ou não) a lidar, e quaisquer outras circunstâncias pessoais que atenuaram ou acentuaram as dificuldades dela. E eu falando isso sem diagnóstico sou apenas uma pessoa horrível que não entende as dores das pessoas neurodivergentes, mas eu COM diagnóstico seria uma pessoa neurodivergente falando com conhecimento de causa e daí só faltaria sair NO SOCO. O que é a história de porque eu não queria um diagnóstico pra começo de conversa. Mas eu ando exausta, no nível da minha psicóloga chamar isso de "cansaço crônico", e semana passada eu quase chorei de cansaço uns três dias seguidos, e se o jeito mais rápido de medicar isso é deixar a minha psicóloga trabalhar as hipóteses de diagnóstico dela, deixa ela. Ela comemorou, porque eu "vencer a minha resistência a diagnóstico" é uma "vitória", mas pra mim é uma humilhação e eu lido com ela circulando entre tristeza e raiva.

E agora, a previsão do tempo.

Notas de rodapé

Julho foi um mês legal porque eu fugi de inúmeros estresses me refugiando na leitura, mas em agosto eu tive que retomar certas atividades de gente grande e parar de ler na hora do almoço.

Devido ao estado do meu cérebro, não retive muita coisa, mas o mini clube do livro que estou fazendo com dois amigos está quase acabando O Conde de Monte Cristo, e é uma leitura muito emocionante, esse finalzinho é vertiginoso, não dá vontade de parar.

Estou assistindo O Príncipe Dragão. Voltei do começo, e finalmente terminei as 3 primeiras temporadas e posso começar as "novas". Eu assisto em francês para praticar, e me sinto bem feliz que, de forma geral, dá pra acompanhar o que está acontecendo.

Por último, comprei um brinquedo caro: um leitor de tela e-ink da marca Bigme, que usa Android, então dá pra instalar todos os apps de leitura (Skeelo, MEC Livros, BibliON, Kindle, etc.) numa tela fosca estilo Kindle, sem ficar refém da Amazon. Ainda estou testando, mas talvez no futuro eu fale um pouqinho sobre a experiência.

Essas foram as atualizações de agosto, e agora eu só volto no fim de setembro para voltar a fazer atualizações no fim de cada mês.

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